Março azul-marinho: mês de conscientização do câncer colorretal

Compartilhe

Azul-marinho é a cor escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para identificar a campanha de prevenção ao câncer de colorretal, desenvolvida durante o mês de março. A iniciativa pretende conscientizar a população sobre a importância de iniciativas que auxiliem no diagnóstico precoce da doença e que inibiam o seu surgimento, já que os tumores no aparelho intestinal é um dos mais incidentes no mundo.

Em terceiro lugar na lista dos tumores com maior ocorrência no Brasil atualmente, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a partir da aferição de 50 mil casos em 2020, o câncer de intestino, como é popularmente conhecido, se mostra cada dia mais comum no País e bastante agressivo, se descoberto tardiamente. Um levantamento realizado pelo hospital A.C. Camargo mostra que, durante a pandemia, 64% dos casos foram diagnosticados em estágio avançado – em 2019, o percentual era de 38%. No entanto, esse câncer é tratável, na maioria dos casos, e curável, se detectado logo no início. A doença inclui as regiões do cólon (intestino grosso), do reto (final do intestino) e do ânus.

O câncer colorretal é considerado uma doença do estilo de vida. Isso porque os fatores de risco que determinam o surgimento e o crescimento do tumor dependem quase que exclusivamente dos próprios pacientes. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer do intestino são histórico familiar; idade igual ou acima de 50 anos; tabagismo; uso de álcool demasiado; sedentarismo; obesidade; ingestão excessiva de carne vermelha, alimentos gordurosos e industrializados; pouco consumo de frutas, grãos e legumes. Dentre os sintomas da doença estão emagrecimento não justificado, sangue nas fezes, anemia de repetição, cansaço e indisposição, diarreia frequente ou constipação.

É importante ressaltar que o câncer de colorretal é o único capaz de ser tratado na fase pré-cancerosa, visto que o tumor nasce como um adenoma – um pólipo ainda benigno. Diferentemente do câncer de mama e de próstata, cujos exames servem para identificar a doença no início, a colonoscopia visualiza e remove a lesão precocemente, na fase pré-cancerosa. Se erradicada, evita o surgimento do câncer.

Por isso, recomenda-se que a primeira colonoscopia seja feita a partir dos 50 anos de idade, mesmo sem presença de sintomas. Caso haja antecedentes familiares de câncer colorretal ou pólipos adenomatosos, a prevenção deve começar por volta dos 40 anos. Outros exames também são capazes de fazer o diagnóstico, como a verificação de sangue oculto nas fezes e a retossigmoidoscopia, que é menos invasivo. No entanto, nenhum é tão completo e eficiente como a colonoscopia, pois, além de identificar todos os pólipos, consegue eliminar as lesões.

Mais para explorar

Assine nossa newsletter

Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência. Saiba mais no nosso termos de uso política de privacidade