Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

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Ainda hoje, o câncer de próstata é a segunda doença que mais mata homens no Brasil. Alguns dogmas quanto à masculinidade são indicados por especialistas como ponto de partida para esses números que preocupam a sociedade médica e que limitam a longevidade dos homens, mesmo com os avanços tecnológicos e a evolução da sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, até 2030, 75 milhões de pessoas terão diagnóstico positivo para a doença e mais de 17 milhões chegarão a óbito, principalmente nos países em desenvolvimento.

Para auxiliar nesta tarefa de quebrar alguns tabus sobre o câncer de próstata e contribuir para a expansão do Novembro Azul, elencamos alguns conceitos amplamente disseminados na nossa cultura local sobre essa doença. Acreditamos que o conhecimento é capaz de trazer luzes para temas obscuros e definir novos caminhos bem-sucedidos para a trajetória de vida de milhares de pacientes. Se detectado no início, as chances de cura para homens com câncer de próstata chegam a 90%.

Fique por dentro e saiba mais sobre a doença:

O câncer de próstata é uma doença de pessoas idosas.

MITO – As chances de se obter câncer de próstata aumentam significativamente após os 50 anos, mas não são incomuns diagnósticos em homens mais jovens. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos. Por isso, é fundamental manter o acompanhamento médico.

Se um homem da minha família já teve câncer de próstata, tenho mais chances.

VERDADE – O histórico familiar é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata. Se um parente de primeiro grau (pai ou irmão) já desenvolveu a doença, o risco é maior (por volta de 2 a cada 6 homens). Se forem dois familiares com a doença, a probabilidade é ainda maior. Para quem tem casos na família, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um urologista a partir dos 45 anos. Mas isso não quer dizer que se não há histórico familiar, o homem não terá este tipo de câncer.

Pessoas negras têm maior risco de desenvolver a doença.

VERDADE – Estudos apontam que homens negros são os mais atingidos, com cerca de 60% a mais de chance de terem câncer de próstata, além de 2,4 vezes mais risco de vida.

O tamanho do dedo indicador revela o risco de câncer de próstata.

VERDADE – Parece cresça popular, mas dados mostram que ter o dedo indicador mais longo do que o dedo anelar pode apontar para 33% a menos de chance de desenvolver a doença. Isso porque o tamanho do dedo indicador está inversamente relacionado à exposição de testosterona intra-útero. E níveis mais baixos de testosterona antes do nascimento protegem, contra o câncer de próstata.

O exame de PSA diagnostica câncer de próstata.

MITO – Os exames de PSA servem para medir os níveis do antígeno prostático específico na próstata. A confirmação do diagnóstico é feita através da biópsia, após o exame de toque retal.

Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento.

MITO – Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, quando periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença. É por isso que nem todo homem precisa realizar o exame de toque.

O câncer de próstata sempre apresenta sintomas.

MITO – Em estágio inicial, quando as chances de cura chegam a 90%, a doença não apresenta qualquer sintoma. Os sinais de tumor na próstata são frequentemente detectados pela primeira vez durante um check-up de rotina. Geralmente, os sintomas mais comuns incluem necessidade frequente de urinar, dificuldade em iniciar ou interromper a micção, fluxo fraco ou interrompido de urina, dor ou ardor, dificuldade para ter uma ereção, entre outros.

Segurar o xixi é um fator de risco.

MITO – Segurar a urina não é um fator de risco para o câncer de próstata. No entanto, prender a urina pode aumentar o risco de infecções urinárias e doenças vesicais.

A vasectomia aumenta a chance de se desenvolver a doença.

MITO – Não há relação entre a vasectomia e o câncer de próstata. Homens que realizaram o procedimento devem fazer os exames preventivos normalmente.

A atividade física regular tem um papel relevante na prevenção e no tratamento.

VERDADE – O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia. Já a prática regular de atividades físicas pode agir de modo protetor.

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